Resenha: Vai Que Cola – O Filme

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A série que é sucesso no Multishow, ganhou uma versão para as telonas. No último dia 01 de outubro, Valdomiro Lacerda e sua turma saíram do Méier para invadir as sessões de cinema do Brasil inteiro.

“Vai que cola – O Filme” não foge muito do que vemos no seriado da Multishow. Os bons e já conhecidos personagens com um roteiro leve são as chaves para o sucesso. Entre os fãs da série, é difícil alguém não “curtir”, pois a maior diferença entre as versões é o formato. Enquanto na TV o molde é de teatro com o palco e cenários limitados, no filme as aventuras de Valdo ganham novos ares.

A base da história é aquela mesma que já conhecemos, Valdo procurado pela polícia, fugindo do Leblon e indo parar numa pensão do subúrbio do Rio. Dona Jô, dona da pensão, cheia de hóspedes trambiqueiros e com problemas na estrutura da casa, fica sem ter para onde ir quando, após uma forte chuva no Rio, a pensão é interditada pela defesa civil. E é aí que a “trama” do filme realmente começa.

Um ponto positivo para o filme é que ele conta um pouco da história que tanto ouvimos no seriado: O porquê do Valdo ser fugitivo da polícia e como ele foi parar no Méier. E ainda somos apresentados a vida de Valdomiro antes do golpe que sofreu.

Quanto ao humor, nada tão diferente do que já visto na TV. Adepto do politicamente incorreto essa característica é mais explorada no filme, o que pode desagradar alguns se levarem as piadas à sério. Os estereótipos de seus personagens também são amplificados nas telonas. Outro recurso muito usado e que funciona é a interatividade de Paulo Gustavo para/com o público. Em vários momentos o ator faz comentários como se estivesse vendo o filme de fora e por diversas vezes faz dele a própria piada, o que garante boas gargalhadas.

Os personagens se apresentam assim como na série: Valdo, Dona Jô, Jéssica, Terezinha, Maicon, Seu Wilson, Ferdinando e a Tcheca são figuras certas. Já entre as participações especiais, destaco a de Oscar Magrini, o ator guarda uma das minhas maiores “surpresas” quanto ao final do filme.

Vai que Cola cumpre bem a sua proposta de divertir, entreter e fazer o telespectador rir. Eu, como fã da série e do trabalho de Paulo Gustavo, fico feliz com o resultado.

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Resenha: “Que horas ela volta?”

Jout Jout indicou e eu corri para assistir! “Que horas ela volta?” é simplesmente incrível! Uma crítica perfeita a questões sociais recorrentes no Brasil. O filme dirigido por Anna Muylaert, conta com uma atuação incrível de Regina Casé (quem não simpatiza com a apresentadora, não se preocupe, ela não aparece em momento algum).

O enredo do filme se desenvolve a partir da história de Val (Regina Casé), empregada de uma família classe média-alta, que deixou sua filha no Nordeste e mudou-se para São Paulo na tentativa de melhorar de vida. Val acaba presa no dilema comum a grande parte das mulheres pobres no Brasil, deixar seus próprios filhos para criar o dos outros.

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Trabalhando durante muito tempo para Bárbara (Karine Teles) e Carlos (Lourenço Mutarelli), Val faz de tudo: limpa, serve o almoço, tira os pratos da mesa, cuida do filho. Fica evidente a dependência da família pela empregada.

No começo do filme, somos apresentados a relação afetuosa entre Val e Fabinho (Michel Joelsas, filho de Bárbara e Carlos). O menino solta a frase que deu origem ao nome do filme “Que horas ela volta?” pergunta ele, referindo-se ao horário que a mãe chegaria em casa. Bárbara é uma estilista renomada e está sempre muito ocupada com viagens, trabalho e clientes, não tendo tempo para cuidar do próprio filho.

O filme, todo construído a base de estereótipos sociais, muda de rumo com a chegada de Jéssica (Camila Márdila), a filha de Val que após 3 anos sem nem falar com a mãe, a procura e pede apoio para prestar vestibular em São Paulo. Essa é a chance de Val fazer as pazes e se “redimir” por sua ausência na criação de Jéssica.

Sem moradia própria, Val mora no quartinho dos fundos da casa dos patrões e, por esse motivo, pede permissão a eles para que sua filha passe um tempo dividindo o cômodo com ela. Sempre solícita, sua patroa aceita o pedido e ainda se compromete a pagar o colchão para a menina dormir “Claro Val, você é quase que da família”, responde dona Bárbara com a frase que é um clichê.

Com a chegada de Jéssicathe_second_mother_still, paradigmas são apresentados e quebrados na mesma intensidade. Recebida de braços abertos pelos patrões de Val, a menina mostra atitude
e personalidade ao não aceitar o título de “filha da empregada”. Com Jéssica em cena, várias situações são criadas para colocar em jogo a relação entre patrão e empregado.

Em alguns momentos do filme, é notório resquícios do período de escravidão no Brasil, que ainda se perpetua entre as classes menos favorecidas. Em uma passagem, um pote de sorvete é usado para mostrar a desigualdade entre o pobre o rico, quando a família tem um sorvete especial e Val e Jéssica tem o delas. Em uma das cenas Val deixa claro para a filha que ela deveria saber o seu “lugar”: “Tem coisas que a gente já nasce sabendo”.

Para alguns, Jéssica pode parecer abusada, mas com o decorrer do filme, várias questões vão aparecendo e nos faz refletir. Com a convivência, Jéssica começa a desagradar a patroa que chega a pedir para que a menina não circule pela casa.

O filme é uma bela crítica a desigualdade social que, muitas vezes, acontece dentro do universo fechado das casas de classes média e alta, onde a empregada é essencial no dia a dia dessas famílias. E muitas vezes tratadas sob o respaldo de “Você é de casa, é como se fosse da família” onde o “afago” cai por terra quando as mesmas não podem nem sequer sentar à mesa dos patrões.

A ideia do meu texto era apenas comentar o filme e a mensagem legal que ele passa, deixei muita coisa de fora. A dica é: corra para o cinema e assista! Vale muito a pena! Para terminar, encerro com a frase que melhor representa a “alma” do filme, dita por Jéssica: Não me acho melhor que ninguém, só não sou pior”.

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Resenha | À Procura De Audrey

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Sophie Kinsella sempre foi conhecida por seus comentados e elogiados chick-lits, mas, resolveu apostar em um novo gênero. Em À Procura De Audrey, seu primeiro livro Young Adult, ela nos mostra uma história sobre bullying, família e primeiro amor. Logo no começo do livro, ficamos sabendo que Audrey sofreu com alguma situação na escola e a curiosidade de saber o motivo aparece, fazendo com que você não queira parar de ler.

Aos poucos, vamos conhecendo o dia-a-dia da sua família. Dois membros chamam mais atenção: sua mãe, pela paranóia em acreditar em tudo o que é publicado pelo Daily Mail, um jornal britânico bem popular, e Frank, seu irmão do meio viciado em LOC, um jogo de vídeo game.

Em meio a uma família nada tradicional, vamos ver (sem saber o que aconteceu de fato) Audrey lidando com as suas dificuldades após esse acontecimento, como não conseguir sair de casa, falar e nem olhar para pessoas que não convivem com ela.

 ”O problema é que depressão não vem com sintomas convenientes como manchas ou alta temperatura, então você não percebe logo de cara. Você continua dizendo ‘eu estou bem’ para as pessoas quando você não está bem. Você pensa que você deveria estar bem. Você continua dizendo para si mesmo: ‘Por que eu não estou bem?’”

Desafiada por sua psicóloga, a Dra. Sarah, Audrey começa a fazer um mini documentário dentro de casa mesmo, pra mostrar seu dia-a-dia e progredir no tratamento. Entre um acontecimento e outro, Linus, um amigo que joga LOC com seu irmão, a percebe e os dois começam um tipo de contato diferente, menos difícil pra Audrey, que tem dificuldades em se comunicar.

” Agora já sei como deve ser a vida para uma pessoa idosa. Ok, não sei como é ter uma pele enrugada e cabelos brancos. Sei, porém, como é andar pela rua em passo lento e vacilante, me retraindo a cada pessoa que passa,estremecendo quando buzinas soam e sentindo como se tudo estivesse rápido demais. ”

Grande parte da atenção da família que até então era voltada exclusivamente pra ela, vai para seu irmão Frank, que está passando dos limites quando o assunto é jogar videogame.

A história demora um pouco a se desenrolar e um detalhe a ser revelado faz com que realmente esperemos que isso aconteça e acaba fazendo com que a gente fique querendo mais. Apesar disso, Sophie Kinsella consegue tratar de um assunto sério com uma leveza muito boa e a escrita é bem fluida. É o tipo de livro que deveria ser lido na escola e passado uma das situações que ocorrem com quem sofre com alguns tipos de atos de violência.

E vou continuar dando uma chance pra Kinsella e vários chick-lits dela estão na minha lista. E vocês? Já se deliciaram com algum livro da autora?

Outros títulos da autora:

O Segredo de Emma Corrigan (2005)

Lembra de mim? (2009)

Fiquei com o seu número (2012)

Lançamentos de Setembro

Featured imageDez coisas que aprendi sobre o amor – Sarah Butler

Daniel caminha pelas margens do Tâmisa e senta-se em um banco. Entre as mãos, tem uma folha de papel e um envelope em que escreve apenas um nome, sempre o mesmo. Ele lista também algumas coisas: os desejos e o que gostaria de falar para sua filha, que ele nunca conheceu. Alice tem 30 anos e sente-se mais feliz longe de casa, sob um céu estrelado, rodeada pela imensidão do horizonte, em vez de segura entre quatro paredes.

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Featured imageOs Senhores dos Dinossauros – Victor Milan

O romance se passa no Império da Nuevaropa, um continente claramente inspirado na Europa do século XIV. Cultura e costumes, religião, conflitos políticos, tecnologia e armamento são compatíveis com o último período da Idade Média. Mas neste mundo, construído pelos Oito Criadores, os gigantes répteis pré-históricos também fazem parte do arsenal de guerra.Tricerátopos, alossauros e tiranossauros marcham em batalhas épicas, enquanto pterodátilos voam rasantes, como fariam dragões em lendas medievais

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Featured imageCiclo das Trevas – Peter V. Brett

“Em um mundo dominado por demônios que sobem à terra todas as noites, vemos uma humanidade que abandonou a sabedoria da magia antiga e vive seus dias temerosos pela ameaça desses seres noturnos. Os humanos somente têm as poucas horas do dia para viverem suas vidas. Mas quando o sol se põe, eles se tornam as presas dos predadores mais brutais – animais bestiais que representam poderes diversos como fogo, vento, pedra, areia, neve e madeira. Os demônios vêm à terra com um único objetivo: o de destruir a humanidade. Somente as proteções mágicas – símbolos de proteção contra os demônios – são capazes de lhes darem alguma chance de sobrevivência.

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Featured imageO Espadachim de Carvão: E as Pontes de Puzur- Affonso Solano

Escrito pelo coordenador da editora Leya, Affonso Solano lança o segundo volume do Espadachim de Carvão (Leia a resenha aqui)
Em As Pontes de Puzur, Adapak se refugia no navio de Sirara, farto de lidar com os segredos do passado. Mas quando um antigo diário cai em suas mãos, o Espadachim de Carvão acaba por mergulhar nos registros de alguém responsável por influenciar não somente sua vida, mas a história de Kurgala –

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Tammy Miranda – Nadando Contra a Corrente
No dia 3 de Setembro, o filho de Gretchen lançará sua biografia na Bienal do Livro do Rio de Janeiro. O livro promete revelar detalhes da sua autodescoberta e contar como foi o processo de transsexualização. O livro foi escrito pela jornalista Marcia Zanelatto.

Resenha|No mundo da Luna

Luna é recém-formada em jornalismo, mas apesar de trabalhar na renomada revista Fatos&furos, é recepcionista. Em algum momento, a revista começa a sofrer com uma crise e consequentemente, o quadro de jornalistas é reduzido. E adivinha só? Surge pra Luna a esperada oportunidade de finalmente trabalhar como jornalista e ver seu nome no final de uma matéria. Ficando responsável pela parte do horóscopo, Luna acha que não vai ser tão difícil e não terá problemas, já que vai escrever para um tema que não é muito procurado. Apesar de pertencer a uma família cigana, ela não entende e não acredita em nada que envolva esse tema. E é aí que tudo começa. Uma surpresa acontece e ela descobre que mexer com magia, não é brincadeira.

‘’Mas, na vida real, as coisas não funcionavam assim, e o “felizes para sempre” não é para todo mundo.’’

No mundo da lunaFora do trabalho, Luna conta suas aventuras a Sabrina, uma grande amiga com quem divide o apartamento. Sua amiga a conhece como ninguém e vai aguentar todas as suas lambanças. Sabe como é gente apaixonada, né? Isso mesmo! Depois de ser traída pelo namorado, Luna vai encontrar uma nova paixão, que vai bagunçar totalmente a sua vida.

‘’Desistir seria aceitar o caminho mais fácil. Me livrar do problema, em vez de tentar solucioná-lo.’’

Nesse delicioso chick-lit, você vai se perder e se achar na bagunça da protagonista. Carina Rissi consegue te fazer rir, chorar, querer sacudir a Luna e se apaixonar junto com ela. Apesar da grande quantidade de folhas, a autora não deixa nenhum buraco na história, que é divertida e fofa ao mesmo tempo. Não é a toa que Carina Rissi vem sendo muito elogiada.

‘’A gente não conhece uma pessoa até saber o que ela gosta de ler.’’

Leia também:

Procura-se um marido

Perdida

Encontrada

Resenha | Eu Robô

Os robôs são regidos por três regras básicas;

Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano venha a ser ferido;
Um robô deve obedecer às ordens dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei;
Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou com a Segunda lei.

Para quem gosta do gênero ficção científica esse livro com certeza é uma boa obra a se debruçar e apreciar. O livro é composto por nove contos interligados, e se desenvolve inicialmente com uma entrevista com a psicóloga roboticista Dra. Susan Calvin, no momento com 75 anos. Ela começa a contar as histórias desde o nascimento da robótica, seu desenvolvimento e estabelecimento na sociedade, por meio de experiências que esteve envolvida.

Featured image“Houve um tempo em que o homem enfrentou o universo sozinho e sem amigos. Agora ele tem criaturas para ajudá-lo; criaturas mais fortes que ele próprio, mais fiéis, mais úteis e totalmente devotadas a ele. A humanidade não esta mais sozinha.[…] Os robôs são uma espécie melhor e mais perfeita que a nossa.”
Dra. Susan Calvin.

Em um momento posterior e crítico sobre um suposto candidato político acusado de ser robô, ela fala uma sentença que nos faz desejar governantes robóticos em nosso país: “Se fosse possível criar um robô capaz de se tornar um administrador executivo civil, acho que ele seria o melhor administrador possível. De acordo com as Leis da Robôtica, ele seria incapaz de ferir os humanos, incapaz de cometer atos de tirania, corrupção, estupidez ou preconceito. E, depois de ter cumprido um mandato decente ele deixaria o cargo, apesar de ser imortal, porque lhe seria impossível magoar os humanos permitindo que soubessem que um robô os governara. Seria ideal”.

O mundo em que a história é construída não é tão fácil para os seres de aço, eles são proibidos de viverem em mundos habitados, e não são tão bem vistos por alguns humanos. Alguns até se associam A Sociedade pela Humanidade, que defende um ponto de vista que a raça humana perdeu a possibilidade de opinar sobre o próprio futuro, e tentam sabotar as máquinas. No último capítulo isso é bastante ressaltado na conversa de Susan com o Coordenador Mundial das Regiões, ela declara sua opinião de que os robôs estão direcionando o futuro da humanidade.
O livro têm sacadas interessantes e prendeu minha atenção do inicio ao fim, fazia tempo que não lia um livro compulsoriamente. Uma delas são as diferenças de um conto para o outro, no quesito evolução tecnológica. No primeiro temos uma máquina sem capacidade de fala utilizada como babá, outros são usados como exploradores minerais em planetas vizinhos e asteróides, por um acidente um autômato desenvolve até a capacidade de ler pensamentos, no final nos deparamos com um suposto robô capaz de imitar perfeitamente o ser humano.
Os contos foram publicados separadamente em revistas, e só depois pela ideia de um editor eles foram reunidos de maneira coesa transformando-se numa narrativa linear cronologicamente.

Torre Negra #3 | Terras Desvatadas

O terceiro volume da série tem um ritmo particularmente mais agradável do que os dois anteriores, apesar de haver algumas partes no inicio em que a sensação de que nada esta acontecendo se propaga. Esse com certeza é o livro que ao final me fez desejar pular para o próximo volume imediatamente, sendo que há outros territórios a serem desbravados além do Mundo Médio. Está série de sete livros foi inspirada no poema épico do séc. XIX “Childe Roland à Torre Negra Chegou” de Robert Browning e narra à história do último pistoleiro de Gilead, um dos poucos sobreviventes do mundo que seguiu adiante e da sua busca incansável para alcançar a Torre Negra.

Logo nas primeiras folhas, um personagem que havia morrido no primeiro volume dar o ar de suas graças completamente confuso e vivendo uma realidade que deixou para trás ao ser atropelado por um cadilac e ir parar no posto de parada. Jake Chambers está confuso em Nova York e toda a sua estadia no nosso mundo é pontuada pelo desejo de voltar para as terras caóticas onde Roland habita. Roland por outro lado não está mais sozinho, junto com ele agora seguem Eddie Dean; o prisioneiro que ele ajudou a se livrar da alfândega e das mãos do traficante Enrico Balazar e Susannah uma nova personalidade que combina as características distintas de Odetta Holmes e Detta Walker. A passagem de Jake para o Mundo Médio não é nada fácil, há um porteiro e uma mansão mal assombrada barrando o caminho, que acelera o coração do leitor deixando o peito apertado numa terrível aflição.

Ainda são mostradas duas cidades quase abandonadas em seu caminho, com uma população de reduzidos decadentes. Eddie começa a criar teorias sobre o que pode ter acontecido com aquele mundo ao ver uma colmeia cheia de abelhas modificadas geneticamente e as implicações subentendidas da frase: “o mundo que seguiu adiante”.

Featured imageAlém de Jake é acrescentado um novo personagem ao kA-tet do pistoleiro, uma espécie de cachorro que recebe o nome de Oi e vai servir de grande utilidade quando eles chegarem perto do misterioso berço de Blaine na cidade de Lud e todos os perigos que ela encerra,  como os adversários declarados: homem tique taque e o Estranho sem Idade. O livro é cheio de suspense que realçam o porquê de Stephen King ter ficado tão famoso por escrever nesse gênero, os detalhes descritos com maestria nos transportam pelas terras esquecidas desse universo considerado a obra prima do mestre do terror.

Infelizmente para aqueles que esperam avidamente uma explicação lógica e racional sobre os motivos que fazem Roland buscar a Torre ou os detalhes da vida de Roland, sinto em decepcioná-los, não vão encontrar nestas páginas, na Nota do Autor, Stephen King promete responder várias questões na próxima publicação intitulada: Mago e Vidro – nem preciso dizer o quanto estou ansioso para ler.

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Leia também:

O Pistoleiro – Primeiro livro da série.

A Escolha dos Três – Segundo livro da série