Foca no personagem: Capitão Gancho

O “Foca no personagem” voltou!! E já adianto que está especialmente charmoso.

Como uma boa apaixonada por Once Upon a Time, vou deixar minha imparcialidade de jornalista de lado e declarar todo o meu amor ao nosso escolhido de hoje. Nosso personagem da vez é o Capitão que roubou o meu coração, o da Emma e de todas as fãs do seriado (aposto que de muitos fãs também né, gente!). Já sabem quem é?

Acertou quem disse Hook, mais conhecido como Capitão Gancho, ou ainda “Killian”, mas só a Emma o chama assim, viram? Então, nada de intimidade.

Hook entrou no seriado ainda na segunda temporada e não saiu mais. O Capitão que conhecemos como vilão do Peter Pan, quase não parece um vilão. A história de Hook é cheia de curiosidades que vamos descobrindo ao longo do tempo.

Como todos que chegam a Storybrooke tem relações com os personagens que já estão no seriado, com ele não seria diferente. Uma das primeiras coisas que sabemos sobre o misterioso Capitão é que ele e o senhor Gold eram velhos conhecidos.

No passado, Gancho se apaixonou por Milah, até então esposa de um Rumpelstiltskin “puro” e de bom coração. Quando descobre a traição, Rumple e o pirata se enfrentam na batalha que Killian perde uma de suas mãos.Quando chega em Storybrooke, Hook só pensava em vingar-se do “crocodilo” que arrancou-lhe a mão. Mas após levar Emma, Regina e Cia à Neverland em seu navio “Jolly Roger”, o pirata ajuda na busca por Henry e acaba se apaixonado pela Salvadora.

A história de Hook em OUAT pouco lemouat204_784bra o Gancho que conhecemos dos livros/filmes de Peter Pan. Além de Rumple e do próprio Pan, o passado de Gancho ainda envolve Neal, pai de Henry (filho da Emma). O capitão, que nem sempre foi mal, ajudou Neal a fugir de Pan. E por ironia do destino ou característica da série, na terceira temporada, Gancho disputa o amor de Emma justamente com o menino que um dia salvou.

Irônico e extremamente charmoso, o pirata que só anda de preto e delineador nos olhos, aos poucos deixa o “ar” de vilão de lado e fica cada vez mais apaixonante. Sua história com Emma é uma das minhas preferidas. Os dois se envolvem aos poucos e Gancho mostra-se completamente apaixonado e disposto a enfrentar qualquer coisa para o bem de sua relação com a Salvadora.

Na quinta temporada, Emma é a nova Senhora das Trevas, será que o amor deles vencerá a escuridão?

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Fiquei com seu número, Sophie Kinsella

Sinopse: “A jovem Poppy Wyatt está prestes a se casar com o homem perfeito e não podia estar mais feliz… Até que, numa bela tarde, ela não só perde o anel de noivado (que está na família do noivo há três gerações) como também seu celular. Mas ela acaba encontrando um telefone abandonado no hotel em que está hospedada. Perfeito! Agora os funcionários podem ligar para ela quando encontrarem seu anel. Quem não gosta nada da história é o dono do celular, o executivo Sam Roxton, que não suporta a ideia de haver alguém bisbilhotando suas mensagens e sua vida pessoal. Mas, depois de alguns torpedos, Poppy e Sam acabam ficando cada vez mais próximos e ela percebe que a maior surpresa de sua vida ainda está por vir”.

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Já pensou em dividir o seu celular com um desconhecido Impossível né? Mas é mais ou menos isso que acontece em “Fiquei Com o Seu Número”, após perder o anel de noivado (uma antiga joia da família do noivo), Poppy tem o celular roubado também. Por sorte, ou destino, a moça encontra um aparelho na lata do lixo. E a partir daí a história começa a tomar forma.

Ao resgatar o aparelho da lixeira e conferir que está em perfeito estado, a moça distribui o novo número de celular para todos os funcionários do hotel, amigos e conhecidos que possam ter alguma notícia sobre o anel de noivado. Porém, nem tudo que está na lixeira é lixo de verdade (acabei de inventar isso), o aparelho era corporativo e pertencia a ex-secretária de Sam Roxton.

Depois de muito enrolar e implorar, Poppy convence Sam a deixa-la ficar com o aparelho até encontrar seu anel. Porém o envolvimento deles é maior que o esperado, os dois passam a conversar por mensagens e acabam um ajudando o outro. Com acesso a caixa de e-mail de Sam, Poppy vasculha a vida do empresário e toma a liberdade de mandar e-mails em seu nome, o que provoca uma grande confusão na vida de Sam.

“Fiquei Com o Seu Número” é um típico chick-lit, escrito por Sophie Kinsella, o livro conta a história de Poppy, uma jovem muito fofa e meio atrapalhada também (talvez muito), é impossível não se apaixonar pela personagem. A leitura é jovial, leve e muito envolvente. É daquele tipo que você nem percebe passar, sabe? Durante vários momentos, me peguei rindo sozinha imaginando as situações em que Poppy se mete.

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O MasterChef Junior e a geração de avós que não saberão cozinhar

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O MasterChef já era consagrado no exterior quando chegou ao Brasil. Original do Reino Unido, atualmente a atração é exibida em mais de 40 países. Criado pelo cineasta britânico Franc Roddam, o programa é um talent show de culinária. Em território brasileiro é apresentado pela Rede Bandeirantes desde 2014.

cozinharCom o sucesso da versão “adulta”, eis que a Band resolveu investir na versão “só para baixinhos”. O MasterChef Junior Brasil estreou há duas semanas. O programa que reúne 20 candidatos entre 9 e 13 anos de idade é um verdadeiro “tapa na cara” de pessoas como eu, que no auge dos meus 22 anos, ainda queimo o arroz, estouro o ovo e não sei o ponto certo do macarrão.

Esse não é um texto para avaliar a qualidade do programa e muito menos criticar jurados e apresentadores. Esse é um texto para analisar uma questão muito maior: a geração de avós que não saberão cozinhar. Da onde eu tirei isso? Fácil! Através dos milhões de comentários que li nas redes sociais ao longo dos dois programas exibidos até agora.

Eu não sei se choro, se me desespero ou se ignoro, mas o fato é que eu não estou sozinha nessa de queimar comida e de acabar com as panelas da minha mãe!!! Meus amigos passam pelos mesmos apuros que eu!

Como crianças entendem de vários tipos de corte de carne, como sabem o que é redução de manga, WTF??????? Eu não tenho ideia do que é isso! Eu não sei nem diferenciar um mamão papaya de um (tem outro tipo de mamão?) …

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Enfim, o fato é que hoje, nós, jovens adultos que não sabemos cozinhar, um dia seremos avós (não eu) e o que faremos para agradar nossos netos? Miojo com ovo mexido? Pipoca de micro-ondas? Lasanha congelada? Para o mundo que eu quero descer, gentyyyy! Isso fere completamente os valores da família brasileira! Como assim avós que não sabem fazer aquele almoço de domingo maravilhoso e aquela sobremesa de chocolate maravilhosa? Nunca pensei!!!

Migos, aprendam a cozinhar antes que seja tarde demais! Comprem livros de receita, assistam vídeos aulas no youtube, assistam Ana Maria Braga (ela ainda faz comida nos programas?), MasterChef Junior e ignorem as dicas da Bela Gil ou façam como eu: Não tenham filhos!

A Ressignificação do papel da mulher na sociedade

Gente, esse foi apenas um texto que escrevi em sala de aula e gostaria de compartilhar com vocês. A proposta do trabalho era que falássemos sobre mudança social. A professora nos apresentou alguns textos e pediu que com base neles, escrevêssemos o nosso. Segue o meu:

Quando o assunto é “mudança social” nada chama mais atenção que a ressignificação do papel da mulher na sociedade. Elas, que um dia sequer tinham direito ao voto, hoje, tem uma representante ocupando o cargo político mais alto do país.

Se antigamente as meninas não frequentavam escolas e eram criadas para cuidar da casa, do marido e dos filhos, agora é diferente. As mulheres modernas buscam mesmo é a sua independência.

Um grande exemplo dessa mudança através do tempo, são as tão encantadas princesas da Disney. Ao analisar a primeira, Branca de Neve, nascida na década de 30, percebe-se que a moça apresenta todos os estereótipos sociais da época: submissa, que vive para cuidar da casa, precisa da ajuda de sete anões (todos homens!!) para sobreviver e fica à espera do príncipe encantando para salvá-la e juntos, serem felizes para sempre.

Já em Frozen, filme de 2013, Elsa, a rainha do gelo é o retrato da mulher moderna: guerreira e dona de si. Ana, sua irmã mais nova, também é repleta de personalidade e tem total liberdade em suas escolhas. E o mais legal é que o tal “amor verdadeiro” aparece aqui também, mas dessa vez, não é o príncipe que salva a mocinha, e sim o amor de irmã, de uma pela outra.

O fato é que a sociedade muda com o tempo, o que fazia sentido há uns anos atrás, é absurdo e causa espanto se transportados para a atualidade. Como nas obras de Monteiro Lobato, em que o autor deixa explícito sua visão preconceituosa quando se refere a Tia Anastácia, de “O sítio do pica pau amarelo”, como “negra de estimação”. Tal asneira não seria aceita hoje e, certamente, Lobato seria “enquadrado” em uma das leis anti racismo.

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Resenha: Vai Que Cola – O Filme

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A série que é sucesso no Multishow, ganhou uma versão para as telonas. No último dia 01 de outubro, Valdomiro Lacerda e sua turma saíram do Méier para invadir as sessões de cinema do Brasil inteiro.

“Vai que cola – O Filme” não foge muito do que vemos no seriado da Multishow. Os bons e já conhecidos personagens com um roteiro leve são as chaves para o sucesso. Entre os fãs da série, é difícil alguém não “curtir”, pois a maior diferença entre as versões é o formato. Enquanto na TV o molde é de teatro com o palco e cenários limitados, no filme as aventuras de Valdo ganham novos ares.

A base da história é aquela mesma que já conhecemos, Valdo procurado pela polícia, fugindo do Leblon e indo parar numa pensão do subúrbio do Rio. Dona Jô, dona da pensão, cheia de hóspedes trambiqueiros e com problemas na estrutura da casa, fica sem ter para onde ir quando, após uma forte chuva no Rio, a pensão é interditada pela defesa civil. E é aí que a “trama” do filme realmente começa.

Um ponto positivo para o filme é que ele conta um pouco da história que tanto ouvimos no seriado: O porquê do Valdo ser fugitivo da polícia e como ele foi parar no Méier. E ainda somos apresentados a vida de Valdomiro antes do golpe que sofreu.

Quanto ao humor, nada tão diferente do que já visto na TV. Adepto do politicamente incorreto essa característica é mais explorada no filme, o que pode desagradar alguns se levarem as piadas à sério. Os estereótipos de seus personagens também são amplificados nas telonas. Outro recurso muito usado e que funciona é a interatividade de Paulo Gustavo para/com o público. Em vários momentos o ator faz comentários como se estivesse vendo o filme de fora e por diversas vezes faz dele a própria piada, o que garante boas gargalhadas.

Os personagens se apresentam assim como na série: Valdo, Dona Jô, Jéssica, Terezinha, Maicon, Seu Wilson, Ferdinando e a Tcheca são figuras certas. Já entre as participações especiais, destaco a de Oscar Magrini, o ator guarda uma das minhas maiores “surpresas” quanto ao final do filme.

Vai que Cola cumpre bem a sua proposta de divertir, entreter e fazer o telespectador rir. Eu, como fã da série e do trabalho de Paulo Gustavo, fico feliz com o resultado.

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Resenha: “Que horas ela volta?”

Jout Jout indicou e eu corri para assistir! “Que horas ela volta?” é simplesmente incrível! Uma crítica perfeita a questões sociais recorrentes no Brasil. O filme dirigido por Anna Muylaert, conta com uma atuação incrível de Regina Casé (quem não simpatiza com a apresentadora, não se preocupe, ela não aparece em momento algum).

O enredo do filme se desenvolve a partir da história de Val (Regina Casé), empregada de uma família classe média-alta, que deixou sua filha no Nordeste e mudou-se para São Paulo na tentativa de melhorar de vida. Val acaba presa no dilema comum a grande parte das mulheres pobres no Brasil, deixar seus próprios filhos para criar o dos outros.

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Trabalhando durante muito tempo para Bárbara (Karine Teles) e Carlos (Lourenço Mutarelli), Val faz de tudo: limpa, serve o almoço, tira os pratos da mesa, cuida do filho. Fica evidente a dependência da família pela empregada.

No começo do filme, somos apresentados a relação afetuosa entre Val e Fabinho (Michel Joelsas, filho de Bárbara e Carlos). O menino solta a frase que deu origem ao nome do filme “Que horas ela volta?” pergunta ele, referindo-se ao horário que a mãe chegaria em casa. Bárbara é uma estilista renomada e está sempre muito ocupada com viagens, trabalho e clientes, não tendo tempo para cuidar do próprio filho.

O filme, todo construído a base de estereótipos sociais, muda de rumo com a chegada de Jéssica (Camila Márdila), a filha de Val que após 3 anos sem nem falar com a mãe, a procura e pede apoio para prestar vestibular em São Paulo. Essa é a chance de Val fazer as pazes e se “redimir” por sua ausência na criação de Jéssica.

Sem moradia própria, Val mora no quartinho dos fundos da casa dos patrões e, por esse motivo, pede permissão a eles para que sua filha passe um tempo dividindo o cômodo com ela. Sempre solícita, sua patroa aceita o pedido e ainda se compromete a pagar o colchão para a menina dormir “Claro Val, você é quase que da família”, responde dona Bárbara com a frase que é um clichê.

Com a chegada de Jéssicathe_second_mother_still, paradigmas são apresentados e quebrados na mesma intensidade. Recebida de braços abertos pelos patrões de Val, a menina mostra atitude
e personalidade ao não aceitar o título de “filha da empregada”. Com Jéssica em cena, várias situações são criadas para colocar em jogo a relação entre patrão e empregado.

Em alguns momentos do filme, é notório resquícios do período de escravidão no Brasil, que ainda se perpetua entre as classes menos favorecidas. Em uma passagem, um pote de sorvete é usado para mostrar a desigualdade entre o pobre o rico, quando a família tem um sorvete especial e Val e Jéssica tem o delas. Em uma das cenas Val deixa claro para a filha que ela deveria saber o seu “lugar”: “Tem coisas que a gente já nasce sabendo”.

Para alguns, Jéssica pode parecer abusada, mas com o decorrer do filme, várias questões vão aparecendo e nos faz refletir. Com a convivência, Jéssica começa a desagradar a patroa que chega a pedir para que a menina não circule pela casa.

O filme é uma bela crítica a desigualdade social que, muitas vezes, acontece dentro do universo fechado das casas de classes média e alta, onde a empregada é essencial no dia a dia dessas famílias. E muitas vezes tratadas sob o respaldo de “Você é de casa, é como se fosse da família” onde o “afago” cai por terra quando as mesmas não podem nem sequer sentar à mesa dos patrões.

A ideia do meu texto era apenas comentar o filme e a mensagem legal que ele passa, deixei muita coisa de fora. A dica é: corra para o cinema e assista! Vale muito a pena! Para terminar, encerro com a frase que melhor representa a “alma” do filme, dita por Jéssica: Não me acho melhor que ninguém, só não sou pior”.

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Resenha | À Procura De Audrey

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Sophie Kinsella sempre foi conhecida por seus comentados e elogiados chick-lits, mas, resolveu apostar em um novo gênero. Em À Procura De Audrey, seu primeiro livro Young Adult, ela nos mostra uma história sobre bullying, família e primeiro amor. Logo no começo do livro, ficamos sabendo que Audrey sofreu com alguma situação na escola e a curiosidade de saber o motivo aparece, fazendo com que você não queira parar de ler.

Aos poucos, vamos conhecendo o dia-a-dia da sua família. Dois membros chamam mais atenção: sua mãe, pela paranóia em acreditar em tudo o que é publicado pelo Daily Mail, um jornal britânico bem popular, e Frank, seu irmão do meio viciado em LOC, um jogo de vídeo game.

Em meio a uma família nada tradicional, vamos ver (sem saber o que aconteceu de fato) Audrey lidando com as suas dificuldades após esse acontecimento, como não conseguir sair de casa, falar e nem olhar para pessoas que não convivem com ela.

 ”O problema é que depressão não vem com sintomas convenientes como manchas ou alta temperatura, então você não percebe logo de cara. Você continua dizendo ‘eu estou bem’ para as pessoas quando você não está bem. Você pensa que você deveria estar bem. Você continua dizendo para si mesmo: ‘Por que eu não estou bem?’”

Desafiada por sua psicóloga, a Dra. Sarah, Audrey começa a fazer um mini documentário dentro de casa mesmo, pra mostrar seu dia-a-dia e progredir no tratamento. Entre um acontecimento e outro, Linus, um amigo que joga LOC com seu irmão, a percebe e os dois começam um tipo de contato diferente, menos difícil pra Audrey, que tem dificuldades em se comunicar.

” Agora já sei como deve ser a vida para uma pessoa idosa. Ok, não sei como é ter uma pele enrugada e cabelos brancos. Sei, porém, como é andar pela rua em passo lento e vacilante, me retraindo a cada pessoa que passa,estremecendo quando buzinas soam e sentindo como se tudo estivesse rápido demais. ”

Grande parte da atenção da família que até então era voltada exclusivamente pra ela, vai para seu irmão Frank, que está passando dos limites quando o assunto é jogar videogame.

A história demora um pouco a se desenrolar e um detalhe a ser revelado faz com que realmente esperemos que isso aconteça e acaba fazendo com que a gente fique querendo mais. Apesar disso, Sophie Kinsella consegue tratar de um assunto sério com uma leveza muito boa e a escrita é bem fluida. É o tipo de livro que deveria ser lido na escola e passado uma das situações que ocorrem com quem sofre com alguns tipos de atos de violência.

E vou continuar dando uma chance pra Kinsella e vários chick-lits dela estão na minha lista. E vocês? Já se deliciaram com algum livro da autora?

Outros títulos da autora:

O Segredo de Emma Corrigan (2005)

Lembra de mim? (2009)

Fiquei com o seu número (2012)