Resenha | 1984 e sua sociedade terrivelmente possível

 

Imagina o quão sufocante pareceria viver num mundo surrealmente opressor, onde as ideias são aniquiladas, onde os gestos corporais devem ser meticulosamente calculados e até uma simples expressão facial de dúvida ou de devaneio na frente de uma teletela – uma espécie de televisor bidericonal que permite tanto ver quanto ser visto- seria o mesmo que a mais terrível das traições?

Na obra de 1984 temos um romance distópico, onde um governo totalitário – não tão diferente do fascismo e comunismo- oprime e restringe qualquer forma de pensar e consequentemente oposição. O Grande Irmão está te observando o tempo todo através de teletelas que monitoram cada uma das suas ações, desde o barulho emitido durante o sono aos menores gestos de qualquer indivíduo sobre ela.

  Para se ter um pouco mais de noção sobre o Partido liderado pelo Grande Irmão, existem três slogans que resumem bem o que acontece nesse terrível modelo de governo: Guerra é Paz”, “Liberdade é Escravidão” e “Ignorância é Força”. Neste universo até um novo idioma é implementado para restringir a variedade de palavras. Em novafala as palavras servem como antônimos e sinônimos, gerando o duplipensamento – saber que esta errado e se convencer que está certo.

No governo do Grande Irmão existem quatro ministérios, são eles: O Ministério da Paz; responsável por manter a Guerra contra os inimigos da Oceânia, no caso Lestásia ou Eurásia. A Guerra no contexto do livro é usada de forma permanente para manutenção dos ânimos da população num ponto ideal. Uma forma de domínio também.

Ministério da Pujança ou da Fartura; É responsável pela fome, e pela economia da Oceânia. Divulgando seus boletins de produção exagerados fazendo toda a população achar que o país vai muito bem. Entretanto, seus números faraônicos de nada adiantam para o bem-estar da camada mais baixa da população de Oceânia, a prole.

Ministério do Amor; É responsável pela espionagem e controle da população, principalmente com quem se vira contra o Partido, julgando, torturando e fazendo constantes lavagens cerebrais. Para o Ministério, não basta eliminar a oposição, é preciso convertê-la. O prédio onde está localizado é uma verdadeira fortaleza, sem janelas. Seus “habitantes” não tem a menor noção de tempo e espaço, sendo este mais um instrumento para a lavagem cerebral dos dissidentes do regime.

Ministério da Verdade; seu objetivo é inversamente transmitir verdades a sociedade. É neste ministério que a verdade é falsificada e o passado é reescrito incessante. Afinal “verdade” é o que o governo acredita que seja verdade. É neste ministério que o protagonista do livro Winston Smith trabalha, reescrevendo a história conforme os interesses do partido vão sendo modificados.

A trama se passa na Pista nº1, atual nome da Inglaterra, Winston assim como seus colegas de trabalho se dedicam diariamente a atacar histericamente o traidor foragido Emmanuel Goldstein por “dois minutos de ódio”, em seguida, adoram a figura do Grande Irmão. Smith não tem muita memória de sua infância ou dos anos anteriores à mudança política e, ironicamente, trabalha no serviço de retificação de notícias já publicadas, alterando versões retroativas de edições históricas do jornal The Times.

Ele começa a se interessar pela sua colega de trabalho Julia, num ambiente em que sexo, senão para procriação, é considerado crime, é nesse cenário que Winston vai começar a se questionar ainda mais sobre o regime político que está inserido e a desafiá-lo. Ao mesmo tempo, Winston é cooptado por O’Brien, um burocrata do círculo interno do Partido que alega fazer parte da Confraria de Goldstein – organização secreta que se opõe ao governo.

Este livro é um clássico do autor britânico George Orwell, pseudônimo de Eric Arthur Blair, o livro foi finalizado no ano de 1948 e publicado em 8 de junho de 1949. A parte mais interessante é o seu final, onde se descobre o que acontece no Ministério do Amor e no quarto 101, o chamado “pior lugar do mundo”, todo homem tem seus limites. Falar mais seria dar spoiler e estragar a surpresa para quem irá ler.

Boa Leitura.

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Lançamentos de Setembro

Featured imageDez coisas que aprendi sobre o amor – Sarah Butler

Daniel caminha pelas margens do Tâmisa e senta-se em um banco. Entre as mãos, tem uma folha de papel e um envelope em que escreve apenas um nome, sempre o mesmo. Ele lista também algumas coisas: os desejos e o que gostaria de falar para sua filha, que ele nunca conheceu. Alice tem 30 anos e sente-se mais feliz longe de casa, sob um céu estrelado, rodeada pela imensidão do horizonte, em vez de segura entre quatro paredes.

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Featured imageOs Senhores dos Dinossauros – Victor Milan

O romance se passa no Império da Nuevaropa, um continente claramente inspirado na Europa do século XIV. Cultura e costumes, religião, conflitos políticos, tecnologia e armamento são compatíveis com o último período da Idade Média. Mas neste mundo, construído pelos Oito Criadores, os gigantes répteis pré-históricos também fazem parte do arsenal de guerra.Tricerátopos, alossauros e tiranossauros marcham em batalhas épicas, enquanto pterodátilos voam rasantes, como fariam dragões em lendas medievais

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Featured imageCiclo das Trevas – Peter V. Brett

“Em um mundo dominado por demônios que sobem à terra todas as noites, vemos uma humanidade que abandonou a sabedoria da magia antiga e vive seus dias temerosos pela ameaça desses seres noturnos. Os humanos somente têm as poucas horas do dia para viverem suas vidas. Mas quando o sol se põe, eles se tornam as presas dos predadores mais brutais – animais bestiais que representam poderes diversos como fogo, vento, pedra, areia, neve e madeira. Os demônios vêm à terra com um único objetivo: o de destruir a humanidade. Somente as proteções mágicas – símbolos de proteção contra os demônios – são capazes de lhes darem alguma chance de sobrevivência.

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Featured imageO Espadachim de Carvão: E as Pontes de Puzur- Affonso Solano

Escrito pelo coordenador da editora Leya, Affonso Solano lança o segundo volume do Espadachim de Carvão (Leia a resenha aqui)
Em As Pontes de Puzur, Adapak se refugia no navio de Sirara, farto de lidar com os segredos do passado. Mas quando um antigo diário cai em suas mãos, o Espadachim de Carvão acaba por mergulhar nos registros de alguém responsável por influenciar não somente sua vida, mas a história de Kurgala –

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Tammy Miranda – Nadando Contra a Corrente
No dia 3 de Setembro, o filho de Gretchen lançará sua biografia na Bienal do Livro do Rio de Janeiro. O livro promete revelar detalhes da sua autodescoberta e contar como foi o processo de transsexualização. O livro foi escrito pela jornalista Marcia Zanelatto.

Resenha | Eu Robô

Os robôs são regidos por três regras básicas;

Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano venha a ser ferido;
Um robô deve obedecer às ordens dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei;
Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou com a Segunda lei.

Para quem gosta do gênero ficção científica esse livro com certeza é uma boa obra a se debruçar e apreciar. O livro é composto por nove contos interligados, e se desenvolve inicialmente com uma entrevista com a psicóloga roboticista Dra. Susan Calvin, no momento com 75 anos. Ela começa a contar as histórias desde o nascimento da robótica, seu desenvolvimento e estabelecimento na sociedade, por meio de experiências que esteve envolvida.

Featured image“Houve um tempo em que o homem enfrentou o universo sozinho e sem amigos. Agora ele tem criaturas para ajudá-lo; criaturas mais fortes que ele próprio, mais fiéis, mais úteis e totalmente devotadas a ele. A humanidade não esta mais sozinha.[…] Os robôs são uma espécie melhor e mais perfeita que a nossa.”
Dra. Susan Calvin.

Em um momento posterior e crítico sobre um suposto candidato político acusado de ser robô, ela fala uma sentença que nos faz desejar governantes robóticos em nosso país: “Se fosse possível criar um robô capaz de se tornar um administrador executivo civil, acho que ele seria o melhor administrador possível. De acordo com as Leis da Robôtica, ele seria incapaz de ferir os humanos, incapaz de cometer atos de tirania, corrupção, estupidez ou preconceito. E, depois de ter cumprido um mandato decente ele deixaria o cargo, apesar de ser imortal, porque lhe seria impossível magoar os humanos permitindo que soubessem que um robô os governara. Seria ideal”.

O mundo em que a história é construída não é tão fácil para os seres de aço, eles são proibidos de viverem em mundos habitados, e não são tão bem vistos por alguns humanos. Alguns até se associam A Sociedade pela Humanidade, que defende um ponto de vista que a raça humana perdeu a possibilidade de opinar sobre o próprio futuro, e tentam sabotar as máquinas. No último capítulo isso é bastante ressaltado na conversa de Susan com o Coordenador Mundial das Regiões, ela declara sua opinião de que os robôs estão direcionando o futuro da humanidade.
O livro têm sacadas interessantes e prendeu minha atenção do inicio ao fim, fazia tempo que não lia um livro compulsoriamente. Uma delas são as diferenças de um conto para o outro, no quesito evolução tecnológica. No primeiro temos uma máquina sem capacidade de fala utilizada como babá, outros são usados como exploradores minerais em planetas vizinhos e asteróides, por um acidente um autômato desenvolve até a capacidade de ler pensamentos, no final nos deparamos com um suposto robô capaz de imitar perfeitamente o ser humano.
Os contos foram publicados separadamente em revistas, e só depois pela ideia de um editor eles foram reunidos de maneira coesa transformando-se numa narrativa linear cronologicamente.

Torre Negra #3 | Terras Desvatadas

O terceiro volume da série tem um ritmo particularmente mais agradável do que os dois anteriores, apesar de haver algumas partes no inicio em que a sensação de que nada esta acontecendo se propaga. Esse com certeza é o livro que ao final me fez desejar pular para o próximo volume imediatamente, sendo que há outros territórios a serem desbravados além do Mundo Médio. Está série de sete livros foi inspirada no poema épico do séc. XIX “Childe Roland à Torre Negra Chegou” de Robert Browning e narra à história do último pistoleiro de Gilead, um dos poucos sobreviventes do mundo que seguiu adiante e da sua busca incansável para alcançar a Torre Negra.

Logo nas primeiras folhas, um personagem que havia morrido no primeiro volume dar o ar de suas graças completamente confuso e vivendo uma realidade que deixou para trás ao ser atropelado por um cadilac e ir parar no posto de parada. Jake Chambers está confuso em Nova York e toda a sua estadia no nosso mundo é pontuada pelo desejo de voltar para as terras caóticas onde Roland habita. Roland por outro lado não está mais sozinho, junto com ele agora seguem Eddie Dean; o prisioneiro que ele ajudou a se livrar da alfândega e das mãos do traficante Enrico Balazar e Susannah uma nova personalidade que combina as características distintas de Odetta Holmes e Detta Walker. A passagem de Jake para o Mundo Médio não é nada fácil, há um porteiro e uma mansão mal assombrada barrando o caminho, que acelera o coração do leitor deixando o peito apertado numa terrível aflição.

Ainda são mostradas duas cidades quase abandonadas em seu caminho, com uma população de reduzidos decadentes. Eddie começa a criar teorias sobre o que pode ter acontecido com aquele mundo ao ver uma colmeia cheia de abelhas modificadas geneticamente e as implicações subentendidas da frase: “o mundo que seguiu adiante”.

Featured imageAlém de Jake é acrescentado um novo personagem ao kA-tet do pistoleiro, uma espécie de cachorro que recebe o nome de Oi e vai servir de grande utilidade quando eles chegarem perto do misterioso berço de Blaine na cidade de Lud e todos os perigos que ela encerra,  como os adversários declarados: homem tique taque e o Estranho sem Idade. O livro é cheio de suspense que realçam o porquê de Stephen King ter ficado tão famoso por escrever nesse gênero, os detalhes descritos com maestria nos transportam pelas terras esquecidas desse universo considerado a obra prima do mestre do terror.

Infelizmente para aqueles que esperam avidamente uma explicação lógica e racional sobre os motivos que fazem Roland buscar a Torre ou os detalhes da vida de Roland, sinto em decepcioná-los, não vão encontrar nestas páginas, na Nota do Autor, Stephen King promete responder várias questões na próxima publicação intitulada: Mago e Vidro – nem preciso dizer o quanto estou ansioso para ler.

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Leia também:

O Pistoleiro – Primeiro livro da série.

A Escolha dos Três – Segundo livro da série

Lançamentos de Agosto

Confira os principais lançamentos literários do mês de agosto:

Fala Sério, Irmão!
Fala Sério, Irmão! Fala Sério, Irmã! escrito por Thalita Rebouças chega esse mês as livrarias. Se você acompanha a autora, já deve saber que o livro são ‘dois em um’, além de Fala Sério, Irmão também teremos Fala Sério, Irmã. Outra coisa muito legal neste livro é a capa: frente e verso!Featured image

Sinopse: No sétimo livro da série bestseller FALA SÉRIO, Thalita Rebouças aborda com seu habitual bom humor a relação de Malu com seus dois irmãos. Em edição especial, o livro duplo pode ser lido de ponta-cabeça. EmFala sério, irmão!, as crônicas, recheada de brigas, momentos hilários e emocionantes, abordam a relação de Malu e seu irmão Mamá. Em Fala sério, irmã!, as histórias estão centradas na convivência entre Malu e sua irmã caçula, Malena, com direito a muitas confusões e confidências.

Zoo
O novo livro de James Patterson também chega as livrarias esse mês. Zoo já foi adaptado para a televisão pela CBS.

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Sinopse: Quando o Homem se torna o grande inimigo de todas as outras espécies animais, o perigo espreita e o pânico instala-se, não só pelas ruas das cidades, mas até dentro das nossas próprias casas.
O comportamento animal está a mudar. E não para melhor. Por todo o mundo sucedem-se ataques de animais espalhando uma verdadeira epidemia de terror.
Em todos os continentes, espécies selvagens, e até animais domésticos, ostentam subitamente uma atitude hiperagressiva em relação a um animal em particular: o Homem.
Jackson Oz, um jovem biólogo, assiste a esta escalada de episódios violentos com uma clara sensação de pânico. Quando vê, com os seus próprios olhos, um ataque organizado de leões em África, a enormidade da violência torna-se terrificamente clara.
Com a ajuda da ecologista Chloe Tousignant, Oz tenta avisar os líderes mundiais antes que seja demasiado tarde. Os ataques aumentam em ferocidade, astúcia e planeamento e, em breve, não restará um único lugar seguro para o Homem se esconder.

Mulheres – Retratos de Respeito, Amor-Próprio, Direitos e Dignidade
Enquanto procurava os lançamentos do mês, o título do livro escrito por Carol Rossetti me chamou bastante atenção, e ele já entrou na minha lista de livros a serem adquiridos!

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Sinopse: Em 2014, a ilustradora Carol Rossetti começou a desenhar mulheres diversas para testar seus lápis de cor. Nunca poderia imaginar que suas criações despretensiosas ganhariam o mundo e iriam viralizar na internet a ponto de se tornarem matéria na CNN. Com um traço característico e frases inspiradoras, Carol quebrou tabus e espalhou uma mensagem que ecoou em mulheres do mundo todo: somos fortes, merecedoras de respeito e especiais do jeito que somos, independentemente de opiniões e julgamentos alheios. Agora, essa mensagem ganha o formato de livro e inclui textos sobre os temas centrais abordados em suas ilustrações, como corpo, estilo, identidade, relacionamentos e superação.

Destrua Este Diário
O diário que se tornou fenômeno por sugerir maneiras de ser destruído está de volta!
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Sinopse: Depois de entreter milhões de pessoas ao redor do mundo com tarefas lúdicas que fogem do convencional, Keri Smith lança Destrua este diário em qualquer lugar. Com instruções simples e bem-humoradas, atividades novas e algumas das páginas mais famosas do volume original, esse novo livro tem o formato perfeito para ser levado a qualquer lugar! Uma celebração da criatividade, da imperfeição e da criação. Mergulhe em um mundo de rascunhos, anotações aleatórias, cores e, o melhor de tudo, de destruição, em que lápis de cera, canetinha, giz, adesivos e muita imaginação são as mais valiosas ferramentas. A proposta de Keri é estimular a criatividade e questionar as convenções, com a bandeira de que o perfeccionismo tão exaltado na nossa cultura é na verdade um grande empecilho do processo criativo. A palavra de ordem é esculhambar a monotonia e o lugar-comum para que o novo possa surgir com toda a força.

Como Steve Jobs Virou Steve Jobs
O livro escrito por Brent Schlender dispensa apresentações, já que se trata de um dos homens mais importantes da atualidade.

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Sinopse: De jovem arrogante e sem limites a um dos líderes mais eficientes e emblemáticos de nosso tempo. Como Steve Jobs virou Steve Jobs lança luz sobre uma das maiores realizações do cofundador e CEO da Apple: reinventar-se como o gestor que não só salvaria a Apple do fracasso, mas a elevaria a patamares jamais pensados.
A partir de entrevistas com amigos, familiares, parceiros e concorrentes de Jobs, os jornalistas Brent Schlender e Rick Tetzeli apresentam um retrato íntimo e detalhado jamais publicado sobre o empresário. Desde a fundação da Apple, passando pelos anos em que Jobs criou e presidiu a NeXT e comprou a Pixar, até o retorno à empresa que o consagrou, o que se vê é uma jornada de sucesso e lampejos de genialidade, mas também de fracassos homéricos e inúmeros golpes de sorte. O êxito assombroso de Jobs em criar os produtos certos — iMac, iPod, iPhone e iPad — teve como aliado em seus últimos anos de vida o foco no aprimoramento da empresa. E é esse estilo de gerenciamento maduro, combinado à inerente paixão irrefreável de Jobs, que, segundo os autores, deu origem a uma empresa única, cuja identidade até hoje se confunde com a de seu criador.
Uma obra inteligente e bem embasada que investiga a evolução de Jobs não só como empreendedor, mas como figura humana, mostrando que a imagem do jovem impetuoso, metade genial, metade detestável, que acabou se tornando o senso comum sobre Jobs, é apenas parte de sua marcante biografia

Esses são apenas alguns dos lançamentos do mês, se quiser conhecer outros acesse: http://www.skoob.com.br/livro/lancamentos/ 

Torre Negra #2 | A Escolha dos Três

Com um ritmo melhor que o volume anterior; A Escolha dos Três começa exatamente onde O Pistoleiro terminou, a paisagem do árido deserto foi substituído por um vasto litoral. O homem de preto que o pistoleiro perseguiu tão insistentemente no primeiro volume da série da Torre Negra está morto, e muitos anos se passaram desde a conversa dos dois.

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A trama deste livro é muito mais estruturada e gira em torno de três misteriosas portas que levam direto do Mundo Médio para Nova York. Antes de encontrar a primeira porta, Roland de Gilead é ferido por terríveis criaturas conhecidas como lagostrosidades que acabam lhe deixando intoxicado e com dedos a menos em suas mãos.

A cura para sua intoxicação ele encontrará através de Eddie Dean, um viciado que está tentando entrar em Manhattan contrabandeando um quilo de cocaína pura. O ano é 1987 e o “prisioneiro” é salvo graças à astúcia de Roland no “ritual de passar pela alfândega”.

A segunda porta lhe revela uma mulher com dupla identidade, Odetta Holmes, uma negra paraplégica, moradora de Nova York no ano de 1964, a Dama das Sombras. Ela é ativista dos direitos civis e uma de suas personas é a malévola Detta Walker, a fusão das duas personalidades no final do livro criam Susannah Dean, que se une ao ka-tet do pistoleiro em busca da Torre Negra.

Ao final da conversa com o homem de preto no primeiro livro, uma das sete cartas que Walter vira é “A Morte, mas não para você”- pistoleiro. Na terceira porta Roland interfere nas ações de Jack Mort, um psicopata que vive em 1977. Ele é responsável tanto por ter matado Jake Chambers como por ter criado a dupla personalidade de Susannah e de tê-la aleijado.

Com a sua interferência no passado, Roland se pergunta o que terá acontecido com Jake já que ele não morreu. Estas questões serão mais trabalhadas n’As Terras Devastadas, esse sem dúvidas deu mais prazer de ler e tirou um pouco aquela impressão de que a série não seria tão boa, ao final do livro o leitor fica na ansiedade de ver os encerramentos de cada arco, numa adrenalina viciante de tirar o fôlego.

Will e Will

Resenha de: Will e Will; Um nome, um destino

Esta obra é o pdownloadrimeiro livro de John Green que eu leio, não chega a ser o mais conhecido, principalmente se comparado com títulos como: Quem é você, Alasca?, A culpa é das Estrelas, Teorema Katherine e Cidades de Papel. Esse romance foi escrito em parceria com o autor David Levithan e cada um dos autores fica responsável por dar voz a um Will Graysson.

Os dois Wills apesar de serem os narradores da história, além de personagens títulos, gravitam em torno de um personagem principal, Tiny Cooper. O aluno “mais gay” e melhor amigo do Will Grayson (John Green), esse é um menino tímido que mora com os seus pais médicos, ele havia se afastado de Tiny após ter feito uma carta defendendo o amigo do preconceito dos outros jogadores do time de futebol americano, e começar a ser alvo de piadas maliciosas.

Já Tiny Cooper é um adolescente carismático e espalhafatoso, que está produzindo um musical sobre a sua vida, e até a finalização do espetáculo muitas coisas vão acontecer com todos que estão ao seu redor.

O outro Will (David Levithan) é um menino deprimido que mora com a mãe e tem um namorado virtual, chamado Isaac. Will marca um encontro com ele num Sex Shop em Chicago e é nesse ponto que a história dos dois Will’s se cruzam. Infelizmente ou felizmente para Will (David) ele vai encontrar algo completamente diferente do que ele imaginava.

Os dois autores utilizam diversos elementos vivenciados pelos adolescentes, tais como identidades falsas para ir a um show, uma piada de mal gosto de uma amiga do Will gay para ele assumir a sua homossexualidade, a descoberta de uma atração por uma garota, à história tem um clima leve e dar para ver que ela foi escrita para um público bastante especifico.

Contudo o inicio do livro é um pouco confuso e eu particularmente tive dificuldade de pegar o ritmo, a divisão dos capítulos não dá agilidade a trama, e a edição da parte de autoria de David Levithan todos os substantivos próprios estão em letra minúscula o que me deixou ligeiramente incomodado. Fora isso o romance não tem nada de extraordinário, chega ser um pouco superficial até, é uma obra que pode ser lida tranquilamente sem muita preocupação ou questionamentos.

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