Resenha | À Procura De Audrey

_PROCURA_DE_AUDREY_1436312283511603SK1436312283B

Sophie Kinsella sempre foi conhecida por seus comentados e elogiados chick-lits, mas, resolveu apostar em um novo gênero. Em À Procura De Audrey, seu primeiro livro Young Adult, ela nos mostra uma história sobre bullying, família e primeiro amor. Logo no começo do livro, ficamos sabendo que Audrey sofreu com alguma situação na escola e a curiosidade de saber o motivo aparece, fazendo com que você não queira parar de ler.

Aos poucos, vamos conhecendo o dia-a-dia da sua família. Dois membros chamam mais atenção: sua mãe, pela paranóia em acreditar em tudo o que é publicado pelo Daily Mail, um jornal britânico bem popular, e Frank, seu irmão do meio viciado em LOC, um jogo de vídeo game.

Em meio a uma família nada tradicional, vamos ver (sem saber o que aconteceu de fato) Audrey lidando com as suas dificuldades após esse acontecimento, como não conseguir sair de casa, falar e nem olhar para pessoas que não convivem com ela.

 ”O problema é que depressão não vem com sintomas convenientes como manchas ou alta temperatura, então você não percebe logo de cara. Você continua dizendo ‘eu estou bem’ para as pessoas quando você não está bem. Você pensa que você deveria estar bem. Você continua dizendo para si mesmo: ‘Por que eu não estou bem?’”

Desafiada por sua psicóloga, a Dra. Sarah, Audrey começa a fazer um mini documentário dentro de casa mesmo, pra mostrar seu dia-a-dia e progredir no tratamento. Entre um acontecimento e outro, Linus, um amigo que joga LOC com seu irmão, a percebe e os dois começam um tipo de contato diferente, menos difícil pra Audrey, que tem dificuldades em se comunicar.

” Agora já sei como deve ser a vida para uma pessoa idosa. Ok, não sei como é ter uma pele enrugada e cabelos brancos. Sei, porém, como é andar pela rua em passo lento e vacilante, me retraindo a cada pessoa que passa,estremecendo quando buzinas soam e sentindo como se tudo estivesse rápido demais. ”

Grande parte da atenção da família que até então era voltada exclusivamente pra ela, vai para seu irmão Frank, que está passando dos limites quando o assunto é jogar videogame.

A história demora um pouco a se desenrolar e um detalhe a ser revelado faz com que realmente esperemos que isso aconteça e acaba fazendo com que a gente fique querendo mais. Apesar disso, Sophie Kinsella consegue tratar de um assunto sério com uma leveza muito boa e a escrita é bem fluida. É o tipo de livro que deveria ser lido na escola e passado uma das situações que ocorrem com quem sofre com alguns tipos de atos de violência.

E vou continuar dando uma chance pra Kinsella e vários chick-lits dela estão na minha lista. E vocês? Já se deliciaram com algum livro da autora?

Outros títulos da autora:

O Segredo de Emma Corrigan (2005)

Lembra de mim? (2009)

Fiquei com o seu número (2012)

Anúncios

Resenha|No mundo da Luna

Luna é recém-formada em jornalismo, mas apesar de trabalhar na renomada revista Fatos&furos, é recepcionista. Em algum momento, a revista começa a sofrer com uma crise e consequentemente, o quadro de jornalistas é reduzido. E adivinha só? Surge pra Luna a esperada oportunidade de finalmente trabalhar como jornalista e ver seu nome no final de uma matéria. Ficando responsável pela parte do horóscopo, Luna acha que não vai ser tão difícil e não terá problemas, já que vai escrever para um tema que não é muito procurado. Apesar de pertencer a uma família cigana, ela não entende e não acredita em nada que envolva esse tema. E é aí que tudo começa. Uma surpresa acontece e ela descobre que mexer com magia, não é brincadeira.

‘’Mas, na vida real, as coisas não funcionavam assim, e o “felizes para sempre” não é para todo mundo.’’

No mundo da lunaFora do trabalho, Luna conta suas aventuras a Sabrina, uma grande amiga com quem divide o apartamento. Sua amiga a conhece como ninguém e vai aguentar todas as suas lambanças. Sabe como é gente apaixonada, né? Isso mesmo! Depois de ser traída pelo namorado, Luna vai encontrar uma nova paixão, que vai bagunçar totalmente a sua vida.

‘’Desistir seria aceitar o caminho mais fácil. Me livrar do problema, em vez de tentar solucioná-lo.’’

Nesse delicioso chick-lit, você vai se perder e se achar na bagunça da protagonista. Carina Rissi consegue te fazer rir, chorar, querer sacudir a Luna e se apaixonar junto com ela. Apesar da grande quantidade de folhas, a autora não deixa nenhum buraco na história, que é divertida e fofa ao mesmo tempo. Não é a toa que Carina Rissi vem sendo muito elogiada.

‘’A gente não conhece uma pessoa até saber o que ela gosta de ler.’’

Leia também:

Procura-se um marido

Perdida

Encontrada