Resenha: A Revolução dos bichos

O livro “A Revolução dos Bichos”, é um clássico da literatura. Escrito ainda no século XX a história é atemporal. A obra que foi publicada em 1945, pela editora Companhia das Letras, é de autoria de George Orwell e foi escrita em plena Segunda Guerra Mundial.

Apesar de ser um livro do século passado, a sua história continua atual. O livro de Orwell é uma fábula, mas engana-se quem acha que é um conto para crianças. A lição de moral que traz consigo, não tem nada de infantil.

“A Revolução dos Bichos” conta a história dos animais da “Granja do Solar” que após sofrerem tantas explorações e maus tratos decidem que precisam de mudanças. Após um sonho do porco mais velho da fazenda, conhecido como “Major”, os animais se reúnem e chegam a conclusão que a causa de todos os seus problemas é o homem. Nessa reunião, Major conta sobre o sonho estranho que teve, implanta a ideia da revolução contra o humano e os ensina a música “Bichos da Inglaterra”, que deveria ser o hino dessa nova era.

Com a morte do porco Major, a granja continua pensando em liberdade, o assunto era comum entre os animais. Sabiam que uma revolução teria que acontecer para dar fim a exploração que sofriam, só não sabiam quando e nem como.

Eis que ela chega muito antes do que esperavam, os animais conseguem expulsar o Sr. Jones e seus homens da fazenda. E é nesse momento que o enredo começa a se desenvolver. Com a liderança dos porcos Napoleão e Bola de Neve, os animais tomaram o poder e deram início ao animalismo, movimento que acredita que o homem é inimigo dos animais. Algumas reuniões após a rebelião, Napoleão e Bola de Neve decidiram quais seriam os sete princípios inalteráveis do animalismo, são eles: 1. Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo; 2.O que andar sobre quatro pernas, ou tiver asas, é amigo; 3. Nenhum animal usará roupa; 4.Nenhum animal dormirá em cama; 5. Nenhum animal beberá álcool; 6. Nenhum animal matará outro animal; 7. Todos os animais são iguais.

No começo, tudo ocorreu muito bem. Todos os animais participavam das reuniões, davam opiniões e eram ouvidos. Porém, com o passar do tempo, algumas coisas foram mudando aos poucos. Os desentendimentos entre Bola de Neve e Napoleão tornaram-se constantes. Os porcos, que até a ler aprenderam, comandavam a granja como bem entendiam. A tirania voltou a fazer parte da rotina dos animais.

O livro de Orwell é uma grande crítica a sociedade, através de uma fábula, o escritor consegue retratar a vida humana e sua ambição pelo poder. Ainda é possível enxergar grandes chefes de governo e até mesmo o perfil de pessoas comuns ao nosso dia a dia em cada um dos personagens.

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Resenha: A Menina Que Roubava Livros

Um narrador é um dos componentes mais importantes de um livro, ele é o responsável por conduzir a história dando ritmo a ela, muitas vezes interferindo no nosso ponto de vista a respeito de um determinado personagem. Seja em primeira ou terceira pessoa, é inegável a importância deste elemento.

Neste livro em especifico o personagem que narra às aventuras de Liesel é uma força da natureza presente em praticamente todas as narrativas, seja consciente ou inconsciente. Encontrada desde contos infantis a obras destinadas a pessoas mais velhas. Estou me referindo a própria morte.

O tempo em que a história se passa é a Alemanha da segunda guerra mundial, o partido Nazista e sua juventude Hitlerista tão presentes, assim como a perseguição aos judeus. Liesel é uma menina que tem o primeiro contato com essa narradora incomum ainda nas primeiras páginas, é nesse primeiro encontro que ela vai roubar seu primeiro livro, logo após o enterro de seu irmão, ela fica com o livro que o coveiro deixou cair mesmo que ainda não saiba ler.

Na Rua Himmel ela faz amizades e encontra no lar adotivo uma nova chance de ter uma família. Seu pai de criação lhe ensina a ler, e com essa nova habilidade ela vai se inspirar a praticar novos delitos, alguns ao lado de seu melhor amigo Rudy Steiner.

Um dos pontos altos do livro é quando Hans Hubermann o pai de Liesel ao cumprir uma promessa antiga, abriga no seu porão o judeu Max, ele e Liesel se tornam grandes amigos no decorrer da trama, assim como a mulher do prefeito Ilsa Hermann, que a menina conhece enquanto ajuda sua mãe na entrega das roupas lavadas, embora Liesel só perceba isso no final do livro e após algumas visitas soturnas a biblioteca da mulher.

A morte dá uns spoilers sobre alguns acontecimentos em alguns momentos, o que acaba nos deixando preparados para o pior – infelizmente alguns beijos são dados tarde demais.

No começo o livro parecia um pouco confuso e cansativo, mas depois que os personagens são devidamente apresentados e o autor começa a explorar suas características, não tem como largar. Passamos de certa forma a ansiar pelos próximos livros que serão roubados. O final é triste de certa forma e contive as lágrimas por pouco, é uma leitura que vale a pena ser lida. Marcus Zusac nos mostra através das vivências de Liesel, os sofrimentos causados pela guerra de maneira sutil e até poética, sem deixar de ressaltar nas entrelinhas a seriedade daqueles terríveis anos.

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Foca no personagem: Capitão Gancho

O “Foca no personagem” voltou!! E já adianto que está especialmente charmoso.

Como uma boa apaixonada por Once Upon a Time, vou deixar minha imparcialidade de jornalista de lado e declarar todo o meu amor ao nosso escolhido de hoje. Nosso personagem da vez é o Capitão que roubou o meu coração, o da Emma e de todas as fãs do seriado (aposto que de muitos fãs também né, gente!). Já sabem quem é?

Acertou quem disse Hook, mais conhecido como Capitão Gancho, ou ainda “Killian”, mas só a Emma o chama assim, viram? Então, nada de intimidade.

Hook entrou no seriado ainda na segunda temporada e não saiu mais. O Capitão que conhecemos como vilão do Peter Pan, quase não parece um vilão. A história de Hook é cheia de curiosidades que vamos descobrindo ao longo do tempo.

Como todos que chegam a Storybrooke tem relações com os personagens que já estão no seriado, com ele não seria diferente. Uma das primeiras coisas que sabemos sobre o misterioso Capitão é que ele e o senhor Gold eram velhos conhecidos.

No passado, Gancho se apaixonou por Milah, até então esposa de um Rumpelstiltskin “puro” e de bom coração. Quando descobre a traição, Rumple e o pirata se enfrentam na batalha que Killian perde uma de suas mãos.Quando chega em Storybrooke, Hook só pensava em vingar-se do “crocodilo” que arrancou-lhe a mão. Mas após levar Emma, Regina e Cia à Neverland em seu navio “Jolly Roger”, o pirata ajuda na busca por Henry e acaba se apaixonado pela Salvadora.

A história de Hook em OUAT pouco lemouat204_784bra o Gancho que conhecemos dos livros/filmes de Peter Pan. Além de Rumple e do próprio Pan, o passado de Gancho ainda envolve Neal, pai de Henry (filho da Emma). O capitão, que nem sempre foi mal, ajudou Neal a fugir de Pan. E por ironia do destino ou característica da série, na terceira temporada, Gancho disputa o amor de Emma justamente com o menino que um dia salvou.

Irônico e extremamente charmoso, o pirata que só anda de preto e delineador nos olhos, aos poucos deixa o “ar” de vilão de lado e fica cada vez mais apaixonante. Sua história com Emma é uma das minhas preferidas. Os dois se envolvem aos poucos e Gancho mostra-se completamente apaixonado e disposto a enfrentar qualquer coisa para o bem de sua relação com a Salvadora.

Na quinta temporada, Emma é a nova Senhora das Trevas, será que o amor deles vencerá a escuridão?

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Fiquei com seu número, Sophie Kinsella

Sinopse: “A jovem Poppy Wyatt está prestes a se casar com o homem perfeito e não podia estar mais feliz… Até que, numa bela tarde, ela não só perde o anel de noivado (que está na família do noivo há três gerações) como também seu celular. Mas ela acaba encontrando um telefone abandonado no hotel em que está hospedada. Perfeito! Agora os funcionários podem ligar para ela quando encontrarem seu anel. Quem não gosta nada da história é o dono do celular, o executivo Sam Roxton, que não suporta a ideia de haver alguém bisbilhotando suas mensagens e sua vida pessoal. Mas, depois de alguns torpedos, Poppy e Sam acabam ficando cada vez mais próximos e ela percebe que a maior surpresa de sua vida ainda está por vir”.

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Já pensou em dividir o seu celular com um desconhecido Impossível né? Mas é mais ou menos isso que acontece em “Fiquei Com o Seu Número”, após perder o anel de noivado (uma antiga joia da família do noivo), Poppy tem o celular roubado também. Por sorte, ou destino, a moça encontra um aparelho na lata do lixo. E a partir daí a história começa a tomar forma.

Ao resgatar o aparelho da lixeira e conferir que está em perfeito estado, a moça distribui o novo número de celular para todos os funcionários do hotel, amigos e conhecidos que possam ter alguma notícia sobre o anel de noivado. Porém, nem tudo que está na lixeira é lixo de verdade (acabei de inventar isso), o aparelho era corporativo e pertencia a ex-secretária de Sam Roxton.

Depois de muito enrolar e implorar, Poppy convence Sam a deixa-la ficar com o aparelho até encontrar seu anel. Porém o envolvimento deles é maior que o esperado, os dois passam a conversar por mensagens e acabam um ajudando o outro. Com acesso a caixa de e-mail de Sam, Poppy vasculha a vida do empresário e toma a liberdade de mandar e-mails em seu nome, o que provoca uma grande confusão na vida de Sam.

“Fiquei Com o Seu Número” é um típico chick-lit, escrito por Sophie Kinsella, o livro conta a história de Poppy, uma jovem muito fofa e meio atrapalhada também (talvez muito), é impossível não se apaixonar pela personagem. A leitura é jovial, leve e muito envolvente. É daquele tipo que você nem percebe passar, sabe? Durante vários momentos, me peguei rindo sozinha imaginando as situações em que Poppy se mete.

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O MasterChef Junior e a geração de avós que não saberão cozinhar

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O MasterChef já era consagrado no exterior quando chegou ao Brasil. Original do Reino Unido, atualmente a atração é exibida em mais de 40 países. Criado pelo cineasta britânico Franc Roddam, o programa é um talent show de culinária. Em território brasileiro é apresentado pela Rede Bandeirantes desde 2014.

cozinharCom o sucesso da versão “adulta”, eis que a Band resolveu investir na versão “só para baixinhos”. O MasterChef Junior Brasil estreou há duas semanas. O programa que reúne 20 candidatos entre 9 e 13 anos de idade é um verdadeiro “tapa na cara” de pessoas como eu, que no auge dos meus 22 anos, ainda queimo o arroz, estouro o ovo e não sei o ponto certo do macarrão.

Esse não é um texto para avaliar a qualidade do programa e muito menos criticar jurados e apresentadores. Esse é um texto para analisar uma questão muito maior: a geração de avós que não saberão cozinhar. Da onde eu tirei isso? Fácil! Através dos milhões de comentários que li nas redes sociais ao longo dos dois programas exibidos até agora.

Eu não sei se choro, se me desespero ou se ignoro, mas o fato é que eu não estou sozinha nessa de queimar comida e de acabar com as panelas da minha mãe!!! Meus amigos passam pelos mesmos apuros que eu!

Como crianças entendem de vários tipos de corte de carne, como sabem o que é redução de manga, WTF??????? Eu não tenho ideia do que é isso! Eu não sei nem diferenciar um mamão papaya de um (tem outro tipo de mamão?) …

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Enfim, o fato é que hoje, nós, jovens adultos que não sabemos cozinhar, um dia seremos avós (não eu) e o que faremos para agradar nossos netos? Miojo com ovo mexido? Pipoca de micro-ondas? Lasanha congelada? Para o mundo que eu quero descer, gentyyyy! Isso fere completamente os valores da família brasileira! Como assim avós que não sabem fazer aquele almoço de domingo maravilhoso e aquela sobremesa de chocolate maravilhosa? Nunca pensei!!!

Migos, aprendam a cozinhar antes que seja tarde demais! Comprem livros de receita, assistam vídeos aulas no youtube, assistam Ana Maria Braga (ela ainda faz comida nos programas?), MasterChef Junior e ignorem as dicas da Bela Gil ou façam como eu: Não tenham filhos!

A Ressignificação do papel da mulher na sociedade

Gente, esse foi apenas um texto que escrevi em sala de aula e gostaria de compartilhar com vocês. A proposta do trabalho era que falássemos sobre mudança social. A professora nos apresentou alguns textos e pediu que com base neles, escrevêssemos o nosso. Segue o meu:

Quando o assunto é “mudança social” nada chama mais atenção que a ressignificação do papel da mulher na sociedade. Elas, que um dia sequer tinham direito ao voto, hoje, tem uma representante ocupando o cargo político mais alto do país.

Se antigamente as meninas não frequentavam escolas e eram criadas para cuidar da casa, do marido e dos filhos, agora é diferente. As mulheres modernas buscam mesmo é a sua independência.

Um grande exemplo dessa mudança através do tempo, são as tão encantadas princesas da Disney. Ao analisar a primeira, Branca de Neve, nascida na década de 30, percebe-se que a moça apresenta todos os estereótipos sociais da época: submissa, que vive para cuidar da casa, precisa da ajuda de sete anões (todos homens!!) para sobreviver e fica à espera do príncipe encantando para salvá-la e juntos, serem felizes para sempre.

Já em Frozen, filme de 2013, Elsa, a rainha do gelo é o retrato da mulher moderna: guerreira e dona de si. Ana, sua irmã mais nova, também é repleta de personalidade e tem total liberdade em suas escolhas. E o mais legal é que o tal “amor verdadeiro” aparece aqui também, mas dessa vez, não é o príncipe que salva a mocinha, e sim o amor de irmã, de uma pela outra.

O fato é que a sociedade muda com o tempo, o que fazia sentido há uns anos atrás, é absurdo e causa espanto se transportados para a atualidade. Como nas obras de Monteiro Lobato, em que o autor deixa explícito sua visão preconceituosa quando se refere a Tia Anastácia, de “O sítio do pica pau amarelo”, como “negra de estimação”. Tal asneira não seria aceita hoje e, certamente, Lobato seria “enquadrado” em uma das leis anti racismo.

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Resenha: Vai Que Cola – O Filme

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A série que é sucesso no Multishow, ganhou uma versão para as telonas. No último dia 01 de outubro, Valdomiro Lacerda e sua turma saíram do Méier para invadir as sessões de cinema do Brasil inteiro.

“Vai que cola – O Filme” não foge muito do que vemos no seriado da Multishow. Os bons e já conhecidos personagens com um roteiro leve são as chaves para o sucesso. Entre os fãs da série, é difícil alguém não “curtir”, pois a maior diferença entre as versões é o formato. Enquanto na TV o molde é de teatro com o palco e cenários limitados, no filme as aventuras de Valdo ganham novos ares.

A base da história é aquela mesma que já conhecemos, Valdo procurado pela polícia, fugindo do Leblon e indo parar numa pensão do subúrbio do Rio. Dona Jô, dona da pensão, cheia de hóspedes trambiqueiros e com problemas na estrutura da casa, fica sem ter para onde ir quando, após uma forte chuva no Rio, a pensão é interditada pela defesa civil. E é aí que a “trama” do filme realmente começa.

Um ponto positivo para o filme é que ele conta um pouco da história que tanto ouvimos no seriado: O porquê do Valdo ser fugitivo da polícia e como ele foi parar no Méier. E ainda somos apresentados a vida de Valdomiro antes do golpe que sofreu.

Quanto ao humor, nada tão diferente do que já visto na TV. Adepto do politicamente incorreto essa característica é mais explorada no filme, o que pode desagradar alguns se levarem as piadas à sério. Os estereótipos de seus personagens também são amplificados nas telonas. Outro recurso muito usado e que funciona é a interatividade de Paulo Gustavo para/com o público. Em vários momentos o ator faz comentários como se estivesse vendo o filme de fora e por diversas vezes faz dele a própria piada, o que garante boas gargalhadas.

Os personagens se apresentam assim como na série: Valdo, Dona Jô, Jéssica, Terezinha, Maicon, Seu Wilson, Ferdinando e a Tcheca são figuras certas. Já entre as participações especiais, destaco a de Oscar Magrini, o ator guarda uma das minhas maiores “surpresas” quanto ao final do filme.

Vai que Cola cumpre bem a sua proposta de divertir, entreter e fazer o telespectador rir. Eu, como fã da série e do trabalho de Paulo Gustavo, fico feliz com o resultado.

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