Resenha | Eu Robô

Os robôs são regidos por três regras básicas;

Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano venha a ser ferido;
Um robô deve obedecer às ordens dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei;
Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou com a Segunda lei.

Para quem gosta do gênero ficção científica esse livro com certeza é uma boa obra a se debruçar e apreciar. O livro é composto por nove contos interligados, e se desenvolve inicialmente com uma entrevista com a psicóloga roboticista Dra. Susan Calvin, no momento com 75 anos. Ela começa a contar as histórias desde o nascimento da robótica, seu desenvolvimento e estabelecimento na sociedade, por meio de experiências que esteve envolvida.

Featured image“Houve um tempo em que o homem enfrentou o universo sozinho e sem amigos. Agora ele tem criaturas para ajudá-lo; criaturas mais fortes que ele próprio, mais fiéis, mais úteis e totalmente devotadas a ele. A humanidade não esta mais sozinha.[…] Os robôs são uma espécie melhor e mais perfeita que a nossa.”
Dra. Susan Calvin.

Em um momento posterior e crítico sobre um suposto candidato político acusado de ser robô, ela fala uma sentença que nos faz desejar governantes robóticos em nosso país: “Se fosse possível criar um robô capaz de se tornar um administrador executivo civil, acho que ele seria o melhor administrador possível. De acordo com as Leis da Robôtica, ele seria incapaz de ferir os humanos, incapaz de cometer atos de tirania, corrupção, estupidez ou preconceito. E, depois de ter cumprido um mandato decente ele deixaria o cargo, apesar de ser imortal, porque lhe seria impossível magoar os humanos permitindo que soubessem que um robô os governara. Seria ideal”.

O mundo em que a história é construída não é tão fácil para os seres de aço, eles são proibidos de viverem em mundos habitados, e não são tão bem vistos por alguns humanos. Alguns até se associam A Sociedade pela Humanidade, que defende um ponto de vista que a raça humana perdeu a possibilidade de opinar sobre o próprio futuro, e tentam sabotar as máquinas. No último capítulo isso é bastante ressaltado na conversa de Susan com o Coordenador Mundial das Regiões, ela declara sua opinião de que os robôs estão direcionando o futuro da humanidade.
O livro têm sacadas interessantes e prendeu minha atenção do inicio ao fim, fazia tempo que não lia um livro compulsoriamente. Uma delas são as diferenças de um conto para o outro, no quesito evolução tecnológica. No primeiro temos uma máquina sem capacidade de fala utilizada como babá, outros são usados como exploradores minerais em planetas vizinhos e asteróides, por um acidente um autômato desenvolve até a capacidade de ler pensamentos, no final nos deparamos com um suposto robô capaz de imitar perfeitamente o ser humano.
Os contos foram publicados separadamente em revistas, e só depois pela ideia de um editor eles foram reunidos de maneira coesa transformando-se numa narrativa linear cronologicamente.

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