Season 4: Orange Is The New Black

Acho que é do conhecimento público de todos, que a Netflix liberou a quarta temporada de Orange Is The New Black. Então, esse fato de utilidade pública precisa ser comentado. Só comentado, porque isso não é uma crítica.
Então vamos ao que importa, popularmente conhecido como Alex Vause. Que na temporada passada estava quase quase sendo morta, é por aí que a série começa. Não menos importante (na minha opinião é bem menos mesmo), temos uma Piper surtada em ser a toda poderosa da prisão. Piper é aquela pessoa que divide os sentimentos dxs fãs, uns amam, outros odeiam. E nessa temporada não foi diferente, a Piper começa errando muito, com tudo e com todos.
Foi uma temporada bem paradinha no quesito “acontecimentos bombásticos”, mas na minha nada humilde opinião, como já dizia aquele ditado do Dumbledore, a série está focada em mostrar os diferentes dramas que estão inseridos na prisão.
Devo avisar aos atrasados que ainda não assistiram a nova temporada, peguem lencinhos para ver os últimos episódios, alguns acontecimentos levaram você a derramar suor pelos olhos. Quem já viu, sabe que eu estou falando muito sério.
Creio que o grande potencial da série está em explorar os porquês que levaram os personagens até ali. O começo de OITNB foi muito focado na sexualidade das protagonista, e isso tem sido deixado de lado, e levado algumas pessoas (como eu) a ficarem decepcionadas por faltas de cenas entre Alex e Piper. Mas no mais, a série tem um bom drama e merece continuar sendo vista (falou a pessoa que terminou em menos de 24hrs).

Resenha | 1984 e sua sociedade terrivelmente possível

 

Imagina o quão sufocante pareceria viver num mundo surrealmente opressor, onde as ideias são aniquiladas, onde os gestos corporais devem ser meticulosamente calculados e até uma simples expressão facial de dúvida ou de devaneio na frente de uma teletela – uma espécie de televisor bidericonal que permite tanto ver quanto ser visto- seria o mesmo que a mais terrível das traições?

Na obra de 1984 temos um romance distópico, onde um governo totalitário – não tão diferente do fascismo e comunismo- oprime e restringe qualquer forma de pensar e consequentemente oposição. O Grande Irmão está te observando o tempo todo através de teletelas que monitoram cada uma das suas ações, desde o barulho emitido durante o sono aos menores gestos de qualquer indivíduo sobre ela.

  Para se ter um pouco mais de noção sobre o Partido liderado pelo Grande Irmão, existem três slogans que resumem bem o que acontece nesse terrível modelo de governo: Guerra é Paz”, “Liberdade é Escravidão” e “Ignorância é Força”. Neste universo até um novo idioma é implementado para restringir a variedade de palavras. Em novafala as palavras servem como antônimos e sinônimos, gerando o duplipensamento – saber que esta errado e se convencer que está certo.

No governo do Grande Irmão existem quatro ministérios, são eles: O Ministério da Paz; responsável por manter a Guerra contra os inimigos da Oceânia, no caso Lestásia ou Eurásia. A Guerra no contexto do livro é usada de forma permanente para manutenção dos ânimos da população num ponto ideal. Uma forma de domínio também.

Ministério da Pujança ou da Fartura; É responsável pela fome, e pela economia da Oceânia. Divulgando seus boletins de produção exagerados fazendo toda a população achar que o país vai muito bem. Entretanto, seus números faraônicos de nada adiantam para o bem-estar da camada mais baixa da população de Oceânia, a prole.

Ministério do Amor; É responsável pela espionagem e controle da população, principalmente com quem se vira contra o Partido, julgando, torturando e fazendo constantes lavagens cerebrais. Para o Ministério, não basta eliminar a oposição, é preciso convertê-la. O prédio onde está localizado é uma verdadeira fortaleza, sem janelas. Seus “habitantes” não tem a menor noção de tempo e espaço, sendo este mais um instrumento para a lavagem cerebral dos dissidentes do regime.

Ministério da Verdade; seu objetivo é inversamente transmitir verdades a sociedade. É neste ministério que a verdade é falsificada e o passado é reescrito incessante. Afinal “verdade” é o que o governo acredita que seja verdade. É neste ministério que o protagonista do livro Winston Smith trabalha, reescrevendo a história conforme os interesses do partido vão sendo modificados.

A trama se passa na Pista nº1, atual nome da Inglaterra, Winston assim como seus colegas de trabalho se dedicam diariamente a atacar histericamente o traidor foragido Emmanuel Goldstein por “dois minutos de ódio”, em seguida, adoram a figura do Grande Irmão. Smith não tem muita memória de sua infância ou dos anos anteriores à mudança política e, ironicamente, trabalha no serviço de retificação de notícias já publicadas, alterando versões retroativas de edições históricas do jornal The Times.

Ele começa a se interessar pela sua colega de trabalho Julia, num ambiente em que sexo, senão para procriação, é considerado crime, é nesse cenário que Winston vai começar a se questionar ainda mais sobre o regime político que está inserido e a desafiá-lo. Ao mesmo tempo, Winston é cooptado por O’Brien, um burocrata do círculo interno do Partido que alega fazer parte da Confraria de Goldstein – organização secreta que se opõe ao governo.

Este livro é um clássico do autor britânico George Orwell, pseudônimo de Eric Arthur Blair, o livro foi finalizado no ano de 1948 e publicado em 8 de junho de 1949. A parte mais interessante é o seu final, onde se descobre o que acontece no Ministério do Amor e no quarto 101, o chamado “pior lugar do mundo”, todo homem tem seus limites. Falar mais seria dar spoiler e estragar a surpresa para quem irá ler.

Boa Leitura.

Resenha | Star Wars: O Despertar da Força [SEM SPOILERS]

Depois de muitos anos de espera, a Força finalmente despertou!

Quero começar falando que esse sem dúvidas foi o filme mais esperado do ano, já que para muitos ele traria aquilo lá… chamado nostalgia.

Vamos a uma breve introdução, em O Despertar da Força, Luke Skaywalker desaparece após um dos sues aprendiz Jedi ir para o lado negro da força, é quando Luke sai a procura do primeiro templo Jedi.

O mérito de Star Wars – O Despertar da Força, foi sem dúvidas manter a essência original dos outros filmes, coisa que só foi possível graças ao diretor J.J. Abrams, que já havia feito um bom trabalho em Star Trek. Abrams tentou usar o maior número possível de cenários reais, para obter maior veracidade e qualidade de imagem. Esteticamente falando o filme está belíssimo.

Na verdade, tudo no filme está belíssimo, a começar com os protagonistas, Daisy Ridley interpretou Rey, que é a responsável pelo ‘despertar da força’ na cena em que o sabre de luz de Luke chama por ela.
Outro personagem que nos foi apresentado é o Finn, interpretado pelo John Boyega, um Strompers que após ajudar um prisioneiro a fugir encontra Rey.  Especialmente esses dois personagens foram alvos de boicotes na internet, a Rey, por ser mulher e por já se esperar que ela fosse a protagonista do filme, e o Finn, por ser um personagem negro.

Ah não posso esquecer do BB-8, um droid que é fundamental para que Finn e Rey se conheçam. Já a familiaridade do filme fica por conta dos personagens já conhecido: Chewbacca, Princesa Léia, Han Solo, Luke, R2 – D2 e 3-CPO.

Para não soltar nenhum spoiler não posso falar muito sobre a história, porém tiveram acontecimentos bem previsíveis, e até dá pra ter uma sensação de déjà vus e achar que já viu aquela história antes, mas as novidades e surpresas deixa essas sensações de lado, e faça os fãs saírem do cinema com um belo sorriso no rosto. Um filme que foi direto ao ponto sem ficar se auto explicando para o novo público, e investiu em agradar quem já conhece.

QUERIA DEIXAR BEM CLARO QUE FOI LINDO, E QUE AINDA NÃO SEI LIDAR COM COISAS IMPORTANTES QUE ACONTECEU, ENTÃO SE VOCÊ NÃO VIU AINDA SÓ TENHO UMA COISA A DIZER: CORREEEEEE!

Voltando a ser imparcial, Star Wars – O Despertar da Força me fez esquecer todos os outros filmes que me decepcionaram durante o ano, e foi a cereja do bolo de 2015.

Resenha: A Revolução dos bichos

O livro “A Revolução dos Bichos”, é um clássico da literatura. Escrito ainda no século XX a história é atemporal. A obra que foi publicada em 1945, pela editora Companhia das Letras, é de autoria de George Orwell e foi escrita em plena Segunda Guerra Mundial.

Apesar de ser um livro do século passado, a sua história continua atual. O livro de Orwell é uma fábula, mas engana-se quem acha que é um conto para crianças. A lição de moral que traz consigo, não tem nada de infantil.

“A Revolução dos Bichos” conta a história dos animais da “Granja do Solar” que após sofrerem tantas explorações e maus tratos decidem que precisam de mudanças. Após um sonho do porco mais velho da fazenda, conhecido como “Major”, os animais se reúnem e chegam a conclusão que a causa de todos os seus problemas é o homem. Nessa reunião, Major conta sobre o sonho estranho que teve, implanta a ideia da revolução contra o humano e os ensina a música “Bichos da Inglaterra”, que deveria ser o hino dessa nova era.

Com a morte do porco Major, a granja continua pensando em liberdade, o assunto era comum entre os animais. Sabiam que uma revolução teria que acontecer para dar fim a exploração que sofriam, só não sabiam quando e nem como.

Eis que ela chega muito antes do que esperavam, os animais conseguem expulsar o Sr. Jones e seus homens da fazenda. E é nesse momento que o enredo começa a se desenvolver. Com a liderança dos porcos Napoleão e Bola de Neve, os animais tomaram o poder e deram início ao animalismo, movimento que acredita que o homem é inimigo dos animais. Algumas reuniões após a rebelião, Napoleão e Bola de Neve decidiram quais seriam os sete princípios inalteráveis do animalismo, são eles: 1. Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo; 2.O que andar sobre quatro pernas, ou tiver asas, é amigo; 3. Nenhum animal usará roupa; 4.Nenhum animal dormirá em cama; 5. Nenhum animal beberá álcool; 6. Nenhum animal matará outro animal; 7. Todos os animais são iguais.

No começo, tudo ocorreu muito bem. Todos os animais participavam das reuniões, davam opiniões e eram ouvidos. Porém, com o passar do tempo, algumas coisas foram mudando aos poucos. Os desentendimentos entre Bola de Neve e Napoleão tornaram-se constantes. Os porcos, que até a ler aprenderam, comandavam a granja como bem entendiam. A tirania voltou a fazer parte da rotina dos animais.

O livro de Orwell é uma grande crítica a sociedade, através de uma fábula, o escritor consegue retratar a vida humana e sua ambição pelo poder. Ainda é possível enxergar grandes chefes de governo e até mesmo o perfil de pessoas comuns ao nosso dia a dia em cada um dos personagens.

Sem Título-1

Resenha: A Menina Que Roubava Livros

Um narrador é um dos componentes mais importantes de um livro, ele é o responsável por conduzir a história dando ritmo a ela, muitas vezes interferindo no nosso ponto de vista a respeito de um determinado personagem. Seja em primeira ou terceira pessoa, é inegável a importância deste elemento.

Neste livro em especifico o personagem que narra às aventuras de Liesel é uma força da natureza presente em praticamente todas as narrativas, seja consciente ou inconsciente. Encontrada desde contos infantis a obras destinadas a pessoas mais velhas. Estou me referindo a própria morte.

O tempo em que a história se passa é a Alemanha da segunda guerra mundial, o partido Nazista e sua juventude Hitlerista tão presentes, assim como a perseguição aos judeus. Liesel é uma menina que tem o primeiro contato com essa narradora incomum ainda nas primeiras páginas, é nesse primeiro encontro que ela vai roubar seu primeiro livro, logo após o enterro de seu irmão, ela fica com o livro que o coveiro deixou cair mesmo que ainda não saiba ler.

Na Rua Himmel ela faz amizades e encontra no lar adotivo uma nova chance de ter uma família. Seu pai de criação lhe ensina a ler, e com essa nova habilidade ela vai se inspirar a praticar novos delitos, alguns ao lado de seu melhor amigo Rudy Steiner.

Um dos pontos altos do livro é quando Hans Hubermann o pai de Liesel ao cumprir uma promessa antiga, abriga no seu porão o judeu Max, ele e Liesel se tornam grandes amigos no decorrer da trama, assim como a mulher do prefeito Ilsa Hermann, que a menina conhece enquanto ajuda sua mãe na entrega das roupas lavadas, embora Liesel só perceba isso no final do livro e após algumas visitas soturnas a biblioteca da mulher.

A morte dá uns spoilers sobre alguns acontecimentos em alguns momentos, o que acaba nos deixando preparados para o pior – infelizmente alguns beijos são dados tarde demais.

No começo o livro parecia um pouco confuso e cansativo, mas depois que os personagens são devidamente apresentados e o autor começa a explorar suas características, não tem como largar. Passamos de certa forma a ansiar pelos próximos livros que serão roubados. O final é triste de certa forma e contive as lágrimas por pouco, é uma leitura que vale a pena ser lida. Marcus Zusac nos mostra através das vivências de Liesel, os sofrimentos causados pela guerra de maneira sutil e até poética, sem deixar de ressaltar nas entrelinhas a seriedade daqueles terríveis anos.

11261053_828997797180414_1868411802_n

Foca Comenta: França vs Minas

Longe de ser uma pauta de literatura ou entretenimento, a disputa de ‘solidariedade’ que se deu após o atentado na França, precisa ser conversado.

Inúmeros dos meus amigos no facebook, colocaram suas fotos de perfis com a bandeira da França, e tantos outros criticaram quem fez.
Mas tem uma tragédia mais importante?

image

Seres humanos, independente de sua localidade, foram mortos, pelo homem e pelo descaso do homem. E se ao invés de discutir se a tragédia de Minas é mais ‘importante’ que o atentado em Paris, simplesmente fôssemos solidários.

Daqui de onde estou não posso fazer muita coisa, além de tentar mudar as pessoas ao meu redor, para que elas respeitem mais as diferenças, para que no futuro, tenhamos uma população que compartilha amor, ao invés de ódio. Uma sociedade que não só é solidária nas redes sociais, mas que vê a necessidade do próximo e ajuda como pode. Uma sociedade que antes de criticar políticos corruptos, param de furar filar, ou tirar vantagens no dia a dia.

Longe de um mundo perfeito, a diferença começa dentro de cada um de nós, que tentamos mudar o nosso redor, ajudar aqueles que ignoramos diariamente.

11272241_828997827180411_752648204_n

007 -Contra Spectre

Tão clássico que dispensa qualquer apresentação, o 24° filme de James Bond deixou a desejar.

Não sou nenhuma expert no assunto, mas esperei que ‘Contra Spectre’ fosse tão bom, ou melhor que ‘Operação Skyfall’ lançado a três anos atrás. Admito que cheguei a dormir em algum momento do filme.

imageAs cenas de ação, que tendem a entusiasmar, e nos deixar de queixo caído, não passaram de cenas meramente fracassadas nesse sentido. Ah, ‘Contra Spectre’ é também o filme mais longo da franquia, além de ter entrado para o livro dos recordes como a maior cena de explosão do cinema.

Mas no geral, tivemos cenas bem cansativas com conversas que poderia ter sido reduzidas, e algumas de ação que me fizeram dormir.

Daniel Craig estava como sempre charmoso e elegante, como James Bond, o que me preocupa de fato, é que ator ainda nao decidiu se vai continuar interpretando James Bond, pois esse filme não seria uma boa maneira de encerrar um ciclo.

Porém, quem sou eu pra dizer que 007 é ruim, não? Acho melhor vocês irem ao cinema, assistir e tirar suas próprias conclusões, e depois comentar aqui o que achou do novo (que pode ser o último do Daniel) 007.

Se você paga meia entrada, o ingresso se paga. Meia para um filme mediano, nada mais justo.

11272241_828997827180411_752648204_n